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Algoritmos e Bolsa de Valores: o que o seu dinheiro tem a ver com isso?

Atualizado: 3 de dez. de 2020



A pandemia causou uma série de mudanças no cenário econômico brasileiro. Uma dessas mudanças foi o despertar de muitos brasileiros para o mundo da Bolsa de Valores. Esse movimento, à primeira vista, pode ser encarado como um aspecto positivo. Países com economias mais sólidas do que a brasileira têm participação muito mais expressiva de seus cidadãos na Bolsa de Valores. É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos e da Inglaterra.

No entanto, é preciso cautela! O mundo do Mercado Financeiro é complexo e demanda muito estudo e conhecimento para que seja possível se dar bem nele. É possível viver de Bolsa de Valores, mas ao contrário do que muitos pensam, essa escolha é uma das mais difíceis e muitas pessoas não entendem nem o porquê e mergulham nesse mundo desesperadamente.

Não é raro encontrar pela internet ofertas de cursos que ensinam a operar nesse mundo e se dar bem. Lucros altos, operando da praia, com todo conforto e praticidade são alguns exemplos de propagandas encontradas. Não quero falar que os cursos são todos ruins e mal intencionados. Há muitas pessoas sérias e a liberdade de comprar e vender conteúdo pelas redes deve ser preservada. Todavia, vamos explicar algumas questões que a maioria não diz.

Muitos estudos já mostraram que entre 5% e 7% das pessoas físicas apenas conseguem lucro e consistência no Mercado Financeiro. Isso porque como já dizia Al Brooks, um dos maiores especialistas do mundo no assunto, você compete com algumas das instituições mais poderosas do mundo, com pessoas de alto gabarito. São algumas poucas instituições que comandam os mercados no mundo e não pequenos investidores.

No entanto, “o pulo do gato” é o seguinte: dependendo do ativo e do mercado em questão, 90% das operações são feitas por algoritmos, ou seja, programas de computador que são elaborados por equipes inteiras de investidores de ponta (elaborando estratégias) e programadores geniais (automatizando as estratégias por meio de algoritmos). Fora tudo isso, essas grandes instituições possuem estrutura computacional que uma pessoa física jamais pode sonhar.

A grande verdade é que mesmo os cursos existentes que são de boa qualidade raramente abordam como os algoritmos são feitos e como os mesmos afetam a Bolsa de Valores. O mínimo que um curso desses precisaria abordar (além das técnicas tradicionais) é como os algoritmos influenciam o movimentos dos Mercados e como colocar isso na equação do trader (princípio matemático/estatístico de quando fazer uma operação ou não). Em um mundo ideal, saber operar e automatizar suas operações seria muito importante para todo trader. Não acredita em mim? Busque pelo termo High Frequency Trading na rede e veja por si mesmo. Até mais!

Fernando Montini é cientista de dados, pedagogo, químico industrial e mestre em Biologia.

Escreve para o blog sobre tecnologia na área de Ciência de Dados, Business Intelligence e Mercado Financeiro.

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