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Coronavírus: mundo se prepara para vacinação em massa



Até o momento em que esse artigo é publicado, o coronavírus tem 64.375.566 casos confirmados e 1.490.493 mortes confirmadas. Estamos falando dos números oficiais, que segundo alguns estudiosos sobre o tema, podem não representar nem ¼ da totalidade. Diante desse cenário devastador para a saúde e a economia mundiais, o mundo começa a dar os primeiros passos para a vacinação em massa.

Há em torno de 9 vacinas em fases muito avançadas (ou conclusivas) de testes. A Inglaterra sai na frente no cenário mundial e aprova a vacina fabricada pelas gigantes Pfizer e a alemã BioNtech. Há planos do governo britânico para que a vacinação comece já na semana que vem.

Outros países como Alemanha e França já discutem e estruturam suas redes de saúde para vacinação em massa também. A Alemanha até já comprou diversos equipamentos para preparar toda a logística necessária para o processo. O Japão também é um dos países que já se preparam para vacinação de sua população, inclusive houve no país a aprovação de uma lei que garante a gratuidade de vacinas a todos os cidadãos japoneses.

No Brasil, como nos demais itens que demandam planejamento e organização, o governo está atrasado com seu plano de vacinação. O Ministério da Saúde, após pressão judicial e popular, corre para elaborar um plano de vacinação que estruture a rede do SUS para vacinação da população brasileira.

Até o presente momento, a perspectiva é que a vacinação no Brasil comece entre março e abril. Os primeiros grupos a serem imunizados seriam os profissionais da saúde, idosos e indígenas. Questões políticas e logísticas nas últimas semanas fizeram com que o Brasil tivesse atrasos muito significativos. Esperamos que por aqui as coisas se acertem também.

Os Estados Unidos estão em processo interno de revisão dos dados pelos especialistas governamentais. Tirando o poder econômico da potência americana que garante um fator de liderança na compra de vacinas, os americanos também não mostram sinais claros de um plano significativo para vacinação em massa de sua população.

Por fim, a OMS teme que a vacina não chegue aos rincões mais pobres e miseráveis do planeta e pede que as nações se unam em torna da causa. O problema é que os sinais claros de dificuldade da entidade em lidar com a pandemia tornam seus apelos cada vez mais insignificantes. Oxalá que a OMS melhore sua atuação e que a vacina seja um direito de todos, não importando a condição de riqueza e organização de seu país. E um viva para a Ciência que consegue um feito inédito ao produzir uma vacina em tão pouco tempo. Carl Sagan, nesse ponto, estaria orgulhoso de nós. Até mais!

Fernando Montini é cientista de dados, programador, pedagogo, químico industrial e mestre em Biologia.

Escreve para o blog sobre tecnologia na área de Ciência de Dados, Business Intelligence e Mercado Financeiro.

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