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Quem tem medo do Forex?

Atualizado: 24 de nov. de 2020



Com o advento da massificação do acesso à internet, vários campos de trabalho foram completamente modificados. Com o campo dos investimentos não foi diferente. Em um mundo que antes era restrito a profissionais do pregão, companhias financeiras e bancos, era bem complicado um cidadão comum operar com frequência nos mercados de renda variável, ao menos profissionalmente.

O surgimento das plataformas de negociação para pessoas poderem operar do conforto de suas casas em computadores domésticos mudou o cenário completamente. Muitas pessoas passaram a operar ativos de forma profissional e com autonomia. Embora apenas um grupo seleto de profissionais consiga de fato lucro nesses mercados, mas isso é assunto para outro texto.

No Brasil, temos um mercado ativo de negociações na Bovespa. Há diversos ativos que podem ser negociados no mercado nacional e muitas corretoras e pessoas investem pesado no mercado interno. No entanto, o mercado nacional é ainda um bebê se pensarmos em alguns tipos de mercados internacionais, no caso, o maior deles: Forex.

O Forex (foreign exchange, ou mercado de câmbio) é um mercado de câmbio entre as principais moedas do mundo. É o maior mercado do mundo em volume de operações e volume de dinheiro. O Forex é um mercado descentralizado e percorre todas as principais bolsas do mundo. É um mercado no qual se pode operar 24 horas/dia.

Apesar de ser um mercado enorme e que oferece diversos horários de negociação, muitos traders e investidores brasileiros “torcem o nariz” para o mercado de Forex, mas por quê? Penso que seja apenas protecionismo ou medo. A Comissão de Valores Mobiliários, órgão que fiscaliza as negociações do tipo no país, já deixou claro em suas publicações que não autoriza o mercado de Forex no Brasil através de corretoras nacionais. Todavia, é completamente legal enviar seu dinheiro a uma corretora de fora do país e operar por ela.

Muitos investidores têm medo de operar em corretoras de fora do país pelo fato de não estarem “sob a tutela e garantia da CVM”. No entanto, há corretoras muito boas e sérias em países nos quais a tradição de negociações e a fiscalização são muito mais pesadas do que no Brasil. Inglaterra, Estados Unidos, Austrália… por exemplo.

Sendo assim, basta o estudo aprofundado das corretoras e empenho para entrar como profissional na área. Cautela sempre é um bom guia. Comece em uma nova corretora sempre pesquisando seu histórico na internet. Há muitos sites especializados nisso. Comece com quantias menores e vá ampliando conforme o tempo e a confiança. Afinal, quem tem medo do Forex? Até mais!

Fernando Montini é cientista de dados, programador, pedagogo, químico industrial e mestre em Biologia.

Escreve para o blog sobre tecnologia na área de Ciência de Dados, Business Intelligence e Mercado Financeiro.

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